O Próprio Jesus nos exortou a buscar, através da oração em recolhimento, os mananciais de energias divinas que nos repletariam o ser, ajudando-nos a superar a sombra, no aprendizado da luz!...
O mundo, porém, ensombreceu essa exortação, transformando-a em petitório que, através das religiões dogmáticas, atingiram seu auge, colocando intermediários -totalmente desnecessários é claro- nessa prática, como em outras, de contato com o Criador...
Dessa forma, a humanidade aprendeu, não o ensinamento libertador do Mestre Galileu, mas o hábito escravizante do petitório: pedimos que orem por nós, no intuito de conseguirmos coisas -saúde, emprego, solução de problemas, afastamento de dificuldades, casamento, etc-... E assim nos afastamos de Deus...
Claro é que também aprendemos a rezar, verbalizar preces que outros elaboraram, na maioria das vezes apenas pura recitação, sem nenhuma reflexão ou sentimento!...
Nesse contexto, surgem os intermediários considerados "poderosos", que teriam suas preces atendidas, levando aos pedintes a obtenção de seus desejos, mas, também, à perpetuação de sua dependência e alienação na relação com a divindade...
Mesmo nas Casas Espíritas essa prática se perpetua, pois os frequentadores buscam coisas, raramente a si próprios, ao seu processo de transformação interior... E os livros de prece enchem-se de petitórios, apenas pedidos de coisas, perpetuando-se o hábito malfazejo...
Convém destacar os casos de real intercessão, que buscam o socorro momentâneo para pessoas em tal desespero ou desatino, que não conseguiriam, de per si, buscar a ajuda divina... Constituem louvável prática de caridade e amor fraterno!... Que deve ser, entretanto, exercida na perspectiva da recuperação transformadora do necessitado que, uma vez reequilibrado, deve ser reeducado no que se relaciona ao aprendizado do Rabino Galileu, aprendendo a orar e se fortalecer no bem!...
O "Orai e vigia" continua como necessidade premente a todos nós, aprendizes renitentes da vida maior... Tornando-nos vigilantes em relação aos nossos pensamentos, direcionando-os para o bem, a paz, o equilíbrio da alma, o aprendizado redentor; e desenvolvendo o hábito de orar, esse encontro pessoal com Deus, que nos revigora as forças espiritualizantes para superarmo-nos e às dificuldades de nosso processo evolutivo...
Paz Morais
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