O fio condutor do tecido social, através da história humana, tem sido sempre a riqueza!... Em seu nome, através dos esforços desmedidos por acumular riqueza, erigiram-se impérios, estabeleceram-se civilizações, organizaram-se vidas!...
Destarte, sem nenhuma exceção, todos os grandes impérios, como tudo na vida, encontraram seu ocaso, entraram em decadência e depereceram ao sabor dos evos!...
A Boa Nova nos alerta para essa realidade, exortando-nos a nos desvencilharmos do fascínio ilusório da riqueza, construindo tesouros de aprendizado e evolução na realidade última, a espiritual... Esse o tesouro, a riqueza imperecível, que o tempo e a traça não corroi!...
Em outras culturas, através de outras filosofias moralizantes, também o mesmo ensinamento chegou, objetivando alertar e despertar para as necessidades da alma, na superação das quimeras dos sentidos...
Uma das pérolas do pensamento chinês se refere ao uso adequado do dinheiro, da riqueza, que tanto fascínio exerce sobre todos nós... Segundo esse ensinamento, o dinheiro poderia comprar: uma casa, mas não um lar; um relógio, mas não o tempo; uma cama, mas não o sono; um livro, mas não o conhecimento; um posto, mas não o respeito; sangue, mas não saúde; sexo, mas não amor; os serviços médicos, mas não a saúde...
Portanto, jamais nos deveremos deixar escravizar pela riqueza, a risco de desastre pessoal e social...
É mister utilizarmos a riqueza a benefício próprio sim -é justo-, desde que seu uso seja pautado pela parcimônia e justiça... Mas também destinemo-la ao uso coletivo, socorrendo e amparando aqueles que necessitam, mais das vezes, do próprio alimento que os manterão na experiência de aprendizado redentor...
Somente assim estaremos colocando a riqueza, que nos foi doada pela vida, a serviço do bem... E importa lembrar que o primeiro beneficiário do bem é aquele através de quem a bondade se materializa!!!
Paz Morais
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