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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

COMO VEMOS DEUS



As tradições antigas, nas mais diversas culturas, procuram expressar uma noção acerca da divindade, essa grande questão que tem inquietado a humanidade através dos tempos...

A conceituação do divino acompanhou a própria evolução do pensamento humano, da infância intelectual aos dias de hoje, do primarismo à racionalidade, dos variados e múltiplos deuses antropomórficos às ideias apresentadas pelos vários missionários da humanidade, nas diferentes culturas...

Os ensinamentos de Jesus nos trazem uma noção de Deus completamente nova, mesmo revolucionária para os parâmetros da época e dos dias de hoje... Da noção divina guerreira antropomórfica, juiz implacável, contida na contribuição mosaica da tradição judaica... Para a idéia de Pai amoroso, compassivo, que nos conhece em profundidade e nos ama incondicionalmente, apresentada no Sermão do Monte...

Uma distância incomensurável entre um e outro conceitos, uma e outra realidade, uma e outra proposta de vida, uma e outra relação com o divino e o transcendente...

Mais de dois mil anos depois, ainda não compreendemos essa idéia, não entendemos o amor divino, em sua proposta condutora da vida, a divindade em nós por herança original...

Por outro lado, mais de século e meio após a vinda do Consolador prometido, a Doutrina Espírita, reforçando esses ensinamentos sublimes, e ainda relutamos a nos encaminhar de forma resoluta nessa direção transformadora de nossas vidas, o amor divino por nós e em nós...

Os dias atuais, de transformação planetária rumo a um novo parâmetro de orientação da vida na escala cósmica, porém, nos solicitam urgente despertar... Não há mais tempo ou possibilidade de ficarmos à margem da estrada da vida enquanto a caravana do progresso humano avança, esses são “os dias do Senhor” profetizados...

Paz   Morais

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