Páginas

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À TERRA

Cerca de 360 anos antes da vinda de Cristo, no período áureo da filosofia grega, um de seus expoentes, Aristóteles, asseverava que a virtude está no equilíbrio!...

Sua afirmação constitui-se numa grande verdade que deve nortear nossa caminhada na vida!!!

Não é, porém, tarefa fácil!... Precisamos ser sinceros e verdadeiros, mas machucamos pessoas, muitas vezes, em nome da verdade e da sinceridade, fugindo, portanto, ao equilíbrio da sinceridade...

Necessitamos conquistar a disciplina que orienta e fortalece a vontade, mas nos desviamos na direção da rigidez e passamos a agir como verdadeiros verdugos disciplinadores e... Indisciplinados!...

A conquista da plenitude na caminhada evolutiva passa, necessariamente, pela busca e construção criteriosa de equilíbrio em todos os aspectos de nossas vidas...

Contudo, a nossa infância psicológica -que insistimos em cultivar- condiciona-nos a uma espécie de comportamento pendular em que no colocamos em extremos... Ora na completa ausência, ora no exacerbar dos valores humanizadores que nos compete desenvolver...

Daí, a verdade que machuca, fere, dói... A disciplina que aprisiona, escraviza, violenta... O amor que toma posse, e não admite recusas...

A sabedoria popular reconhece o tema, formulando a expressão singela e profunda: “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”...

O equilíbrio, pois, deve se nos oferecer por meta e instrumento nessa nossa caminhada humanizadora de cada um de nós, a caminho da angelitude, destino e construção a esforço próprio.

Paz    Morais

Nenhum comentário:

Postar um comentário