Cerca de 360 anos antes da vinda de Cristo, no período áureo da filosofia grega, um de seus expoentes, Aristóteles, asseverava que a virtude está no equilíbrio!...
Sua afirmação constitui-se numa grande verdade que deve nortear nossa caminhada na vida!!!
Não é, porém, tarefa fácil!... Precisamos ser sinceros e verdadeiros, mas machucamos pessoas, muitas vezes, em nome da verdade e da sinceridade, fugindo, portanto, ao equilíbrio da sinceridade...
Necessitamos conquistar a disciplina que orienta e fortalece a vontade, mas nos desviamos na direção da rigidez e passamos a agir como verdadeiros verdugos disciplinadores e... Indisciplinados!...
A conquista da plenitude na caminhada evolutiva passa, necessariamente, pela busca e construção criteriosa de equilíbrio em todos os aspectos de nossas vidas...
Contudo, a nossa infância psicológica -que insistimos em cultivar- condiciona-nos a uma espécie de comportamento pendular em que no colocamos em extremos... Ora na completa ausência, ora no exacerbar dos valores humanizadores que nos compete desenvolver...
Daí, a verdade que machuca, fere, dói... A disciplina que aprisiona, escraviza, violenta... O amor que toma posse, e não admite recusas...
A sabedoria popular reconhece o tema, formulando a expressão singela e profunda: “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”...
O equilíbrio, pois, deve se nos oferecer por meta e instrumento nessa nossa caminhada humanizadora de cada um de nós, a caminho da angelitude, destino e construção a esforço próprio.
Paz Morais
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