A psicologia aplicada à educação, inquestionavelmente, trouxe contribuições significativas ao processo educativo... Evoluímos para a percepção de que há a necessidade da contextualização cultural, a questão do timing de cada aprendiz...
Entretanto, como soi acontecer com toda inovação, sob alguns aspectos, saímos de um extremo ao outro... A psicologização da educação familiar, por exemplo, saiu da tirania paterna para a filial, em muitos casos...
Assim, nos dias de hoje, acontece muito dos filhos praticamente mandarem nos pais, que temem, caso desenvolvessem uma orientação educativa mais firme e diretora, traumatizá-los...
Educar, porém, envolve definir limites e valores a serem compreendidos e internalizados, formando a personalidade no contexto social vigente...
Abrir mão dessa tarefa, que convenhamos é difícil, implica na falta de referências para os filhos, que passam acreditar tudo poder, quando conviver em sociedade pressupõe regras, limites, direitos e deveres...
O processo educativo na família, de importância fundamental na construção do caráter, não pode se localizar no extremo da tirania quer dos pais ou dos filhos; tampouco na abdicação da responsabilidade incomparável de educar os filhos para a vida...
Importante, ainda, entender que nossos filhos não são 'nossos', somos apenas seus educadores... Essa já constitui uma função das mais importantes e nobres, mas devemos lembrar-nos de que é o exemplo que educa... Se o ambiente familiar se pauta em princípios éticos, eles farão a diferença na vida dos filhos.
Essa ação educadora dos pais, portanto, deve ser orientada na direção da autonomia e da autodeterminação dos filhos, definindo e integrando limites e valores formadores do caráter construído em bases éticas.
Paz Morais

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