A procura da felicidade constitui uma busca de todos nós... Em todas as culturas, cada uma com seus matizes; em todos os tempos, com suas características construídas pela cultura de cada época; a felicidade tem sido objetivo de vida, sonho acalentado...
No início do desenvolvimento do conhecimento humano, a filosofia surgiu tendo como um dos objetivos explicar a felicidade e como conquistá-la... A primeira dessas propostas, o epicurismo ou hedonismo, enfatizava a busca do prazer e, a necessidade de ter, acumular riquezas para gozar...
O condicionalismo surgiu quase como consequência... Imagina-se que a felicidade será algo alcançado quando ou se lograrmos atingir objetivos ou obter coisas – o carro, a casa, o companheiro, o cargo, coisas enfim..
O não-ter preconizado pela doutrina cínica de Diógenes, surgiu pela constatação de que acumular coisas não traz, necessariamente, felicidade... Constatou-se, porém, que as pessoas sempre desejam ter...
Para o estoicismo, a infelicidade seria decorrente da dor... Para ser feliz necessário seria fortalecer-se para vencer a dor... Entretanto há dores da vida que nos chegam de surpresa e para as quais extremamente difícil seria uma preparação...
Sócrates, o filósofo grego, assevera, então, que a felicidade seria a paz da consciência, o reto agir, colocando-a dentro de sua proposta de que o maior objetivo da vida seria o ser, não o ter...
A proposta de Jesus, partindo das ideias de Sócrates de que nos deveríamos dedicar à construção do ser, coloca o amor como fulcro da vida e da própria felicidade possível nesse mundo de duras lições...
A doutrina Espírita, desvelando-nos os ensinamentos do mestre Galileu, nos propõe que a felicidade, embora direito imarcescível, constitui-se também dever impostergável... Opção de vida... Escolha a ser feita a cada dia, ao longo das inumeráveis encruzilhadas que se nos apresentam... Podemos escolher ser feliz!!!
A felicidade não é a ausência de dificuldades... Mas sua superação confiante na vida, através do aprendizado do amor!!!
Paz Morais

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