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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A CONSCIÊNCIA




Jung definiu a consciência como a relação dos conteúdos psíquicos com o ego, na medida em que essa relação é percebida como tal pelo ego.

A complexidade, no entanto, das conceituações de consciência, nem sempre responde aos conteúdos de que se constitui. 

Para entendê-Ia, é necessário situá-Ia além dos limites do sono, do sonho, do delírio, e estabelecê-Ia como condição de ótima ou lúcida, na qual os episódios psicóticos cedem lugar à normalidade, ao discernimento, ao equilíbrio gerador de harmonia.

A psicologia tradicional, aferrada ao organicismo ancestral, prefere ignorar os elevados níveis de consciência, nos quais os estados alterados transcendentes facultam a visão dilatada da realidade, sem os limites do real aceito, do real psicótico, do real em sonho.

As experiências nas diversas áreas de consciência alterada, conseguidas por substâncias psicodélicas ou através da meditação profunda, ao invés de revelarem situações patológicas, abrem perspectivas fascinantes para terapias liberadoras e que proporcionam dilatação do conhecimento e do sentido mais amplo da vida.

A psicologia filosófica do oriente sempre proporcionou os estados de plenitude e nirvana, ensejando a superação dos limites do estágio de normalidade, através de transes e da contemplação profunda.

A consciência adquirida -a perfeita identificação do conhecer e do fazer, do saber e do amar- faculta a ampliação das próprias possibilidades para penetrar em dimensões metafísicas, onde outras realidades são bases do ser pessoal.

DIVALDO P. FRANCO - O SER CONSCIENTE - Pelo Espírito Joanna de Ângelis

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