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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A SIMPLICIDADE NA VIDA


A psicologia moderna, em sua busca por contribuir para a construção de novo paradigma científico que considere a intuição como parâmetro do conhecimento, ampliando assim a capacidade humana de discernir para dimensões cósmicas, assevera que a simplicidade, as pequenas coisas da vida cotidiana, quando adequadamente percebidas e sentidas, vivenciadas em plenitude, fazem toda a diferença no aprendizado de "ser humano", essa caminhada em que aprendemos a ser "gente", saindo do primarismo "animal" em que ainda estagiamos...
A simplicidade na vida nos conduz à estesia da comunhão com as energias mais sutis e gratificantes, possibilitando-nos surfar pelas ondas cósmicas da vida real!...
A fome interior que nos avassala, seguidos momentos, é fome de sentido para a vida!...
E essa fome de sentido tem sua gênese na forma ilusória dos valores -falsos- da vida moderna, consubstanciados no hedonismo e no consumismo... O primeiro nos conduz a uma forma de ver e viver a vida de essência egóica, o efêmero prazer individual como objetivo último...
Já o consumismo nos leva ao absurdo da destruição da natureza, na ilusão alucinada de que dela não façamos parte intrínseca, ao tempo que passamos a tudo avaliar em função da ostentação do consumo!...
Essa forma de ver e de viver nos constrói conflitos interiores e um enorme vazio que avassalava nossa vida íntima!...
Por estarmos dissociados da vida real, terminamos por fugir também da própria vida ilusória da materialidade, buscando o inebriamento dos sentidos através das drogas -lícitas ou ilícitas- e dos prazeres multifários, que não nos preenchem!...
Urge despertemos para a fraternidade, a construção de amizades que nos auxiliem a nos percebermos em nossa amplitude de essência divina, e começarmos relações humanas verdadeiramente humanas, onde a doçura, a compreensão, o apoio mútuo, o desarmar-se e o estar juntos, comecem a nos mostrar a possibilidade de vida interior que nos encaminhe ao rumo da plenitude!!!

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