Os tempos atuais são de banalizações...
Garroteadas pelo hedonismo que se constitui como pilar estruturador da sociedade dos dias de hoje, as pessoas, apressadas na busca do gozo efêmero e ilusório, não tem tempo para a relação humana e, portanto, nossas relações desumanizam-se, o respeito mutuo desaparece, a atenção ao outro desvanece, o egoísmo enlouquece...
Nesse caudal de um viver egóico e hedonista, apenas o "eu" se faz presente... O outro é banalizado, assumindo importância apenas e tão somente enquanto instrumento de satisfação e preenchimento das necessidades do ego que sobre tudo impera...
A violência nas relações, assim, se impõe sempre que o ego se insatisfaz, num crescendo de alienação que parece a tudo envolver...
São tempos a exigir, a todo aquele que ainda resiste à vertigem massificadora hedonista, o cultivo redobrado da indulgência, da afabilidade e doçura no relacionar-se com todos, indistintamente, mas, também, firmeza de princípios para não se deixar envolver pela verdadeira hecatombe da degeneração dos costumes...
Até parece que os bichos estão todos soltos... A animalidade interior se exterioriza em volúpias de desregramentos, de insanidade, de violência e desatinos...
Mesmo a tintura da socialização, que mascara os instintos, num processo que deveria conduzir, com o tempo, ao melhor controle das emoções, parece estar desgastada pela ação caustica do hedonismo... Podemos observar isso não somente em adultos, também as crianças já se contaminam nesse processo alienador...
Esses são dias verdadeiramente apocalípticos!...
Mais que em qualquer outra época, a exortação da Boa Nova "Orai e vigiai" se faz urgente como antídoto à psicosfera densa e desequilibradora...
Importa atenção e redobrado esforço no aprendizado da verdade que nos liberta do jugo do erro -filho dileto da ignorância- e do aprendizado vivencial do amor, chave para a redenção de nossas almas!!!
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