A visão da cultura ocidental dos acidentes e desafios naturais da vida, os problemas, assume conotação profundamente negativa, incentivando a fuga ou a imputação de sua responsabilidade a outrem, ou mesmo a acomodação, o famoso "empurrar com a barriga"...
Em outras culturas, embora a visão se apresente diferenciada, as estratégias de enfrentamento não diferem muito, quando se observa o comportamento das grandes massas, apesar do conhecimento disponibilizado que deveria ensejar outro tipo de ver, entender e agir...
Lá, como aqui, a relutância em apreender os conceitos mais elevados da vida e começar a pensar e agir segundo eles, tem dificultado o avanço das pessoas de um modo geral, rumo a estágios mais equilibrados e felizes de viver!...
Comportamo-nos, em relação a esses desafios maiores da vida, como crianças tolas e inconsequentes, com gritos, revoltas, birras, acusações, medos, fugas!...
Colocamo-nos, quase sempre, na condição de vítimas, da vida, dos outros, da família, do trabalho, da sorte...
Essa forma de ver e de ser tem por gênese o cultivo do ego, a nos colocar como centro da vida e, portanto, objeto último de tudo e de todos, cuja única razão de existência seria nos satisfazer... Cada um da sua forma, ao seu jeito, mas submisso ao ego...
E assim, vamos passando pelas experiências ricas da vida sem, contudo, incorporarmos os tesouros do saber que nos são ofertados; sem nos dedicarmos ao aprendizado principal dessas oportunidades, necessitando, portanto, retornar às lições não aprendidas, mais das vezes, sob a companhia da dor, mecanismo de que a vida se utiliza para nos chamar a atenção...
As leis naturais da vida, entretanto, em sua excelente e amorosa proposta pedagógica, vão nos colocando diante de experiências-desafios, a nos concitar ao despertar para o Self, nossa essência divina, o que nos conduziria à verdade e ao bem...
Urge, pois, o despertar!!!
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