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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

APROVAR OU CONDENAR


Interessante a forma como retiramos de nós mesmos o foco de nossa atenção!...

A nossa busca, que deveria ser interior, está sempre centrada na exterioridade, no mundo à nossa volta, nas pessoas que nos cercam e com quem convivemos, nem sempre harmonicamente!...

O discernimento -ínsito em nós- do certo e do errado, de aprovação ou condenação, objetiva tão somente os processos de juízo daquilo que estivermos a pensar, elaborar, construir...

Raramente, entretanto, nos utilizamos dessa potencialidade da alma, desse dom, a benefício próprio, exatamente por essa característica de fugirmos de nós mesmos...

E, então, aplicamo-lo nos outros, incorrendo em duplo engano... Por um lado esquecemo-nos de aproveitá-lo em relação aos nossos atos e pensamentos e, portanto, deixamos de aprender excelentes lições de vida... Por outro, ao utilizá-lo indevidamente no julgamento alheio, sem as reflexões que a vivência própria possibilitaria, incorremos quase  sempre em injustiças que nos infelicitarão...

A máxima evangélica que nos assevera de que seremos julgados com o mesmo rigor com que julgarmos, chama-nos a atenção exatamente para esse aspecto importante do uso do discernimento do bem e do mau...

Ensinamento, aliás, reforçado por outra passagem da Boa Nova, que se refere a enxergarmos o cisco no olho do próximo e não vermos a trave no nosso próprio olho...

Importa, pois, despertarmos para as necessidades evolutivas próprias, mergulhando em nosso íntimo e alterando o foco de nossas reflexões, assim, do externo para o interno de nossa realidade e nos dedicarmos decididamente a promovermos, em nós, as transformações redentoras que nos compete realizar a benefício próprio e coletivo!!!

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