Ante o questionamento sobre a crença em Deus, a única resposta lógica possível seria, Não!...
Deus não pode ser objeto de crença... Ele é mais real que a própria "realidade" sensorial que percebemos no mundo temporal... Tudo à nossa volta atesta, comprova essa Realidade Cósmica da Divindade...
Ao observarmos as maravilhas que a natureza nos apresenta, com vastos atestados de planificação primorosa, de ordem implícita e explícita em meio ao aparente caos, iremos perceber que somente uma inteligência extremamente superior a engendraria e manteria...
Os mecanismos de preservação da vida e de sobrevivência da espécie no cadinho das miríades de formas e expressões da vida animal causam espanto... Entre eles, a reprodução em elevada escala, para permitir saciar a fome dos predadores e possibilitar perpetuar a espécie, na aparentemente incompreensível lógica de uns morrerem para que outros vivam e sobrevivam...
A natureza é rica em beleza, poesia, estesia, ordem e organização alinhada com objetivos que ainda transcendem nossa incipiente compreensão na dimensão da racionalidade...
Entendê-la nos solicita um nível de compreensão ainda não atingido pela humanidade planetária, o do pensamento intuitivo que nos descortina uma visão holográfica de mundo e de nós mesmos, saindo da restrita realidade planetária para a amplidão cósmica, origem e destino de todos nós...
Deus, pois, não se circunscreve a elaborações da racionalidade, cuja característica principal é a definição que limita... E se mergulharmos no mais profundo de nós mesmos, calando os sentidos do corpo e despertando a intuição da alma, sentiremos a expressão do Seu amor... E entenderemos a memorável expressão de Paulo de Tarso: “Não mais eu vivo, é Cristo que vive em mim...”!!!
Paz Morais

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