Ninguém vive sem que enfrente os desaires... Todos nós, de uma forma ou de outra, aqui e acolá, somos visitados por infortúnios, por desavenças, por distúrbios, por conflitos, por incompreensões, por doenças, pela dor...
Nossa cultura hedonista dos dias atuais nos leva a entender esses “acidentes” da vida por indevidos, castigos divino, má sorte e outras definições semelhantes... Todas, porém, profundamente distanciadas da realidade da vida e, por isso mesmo, inadequadas à superação e ao aprendizado e desenvolvimento do ser...
As religiões tradicionais, em sua ortodoxia dogmática –com todo o devido respeito a todas elas e a quem faz sua opção por elas-, ao conceituar a vida maior numa visão de julgamento/punição/castigo/premiação, em especial dentro da doutrina da graça divina, condiciona-nos a ver Deus como objeto de especulações humanas...
Essa forma de ver Deus leva aos petitórios, às barganhas e ao hábito arraigado de nos sentirmos injustiçados... O que dá certo fomos nós, mas os erros, as dificuldades, os infortúnios, foi a vida ingrata que ocasionou... Sentimo-nos vítimas da vida, pra não dizer de Deus...
Entretanto, dificuldades, enganos pequenos ou grandes e outras situações desafiadoras fazem parte da vida, de sua proposta pedagógica para todos nós indistintamente... Portanto não nos acometem para o nosso mal... São os desafios que, superados, se transformam em soluções para a vida maior...
Essa caminhada superadora é que nos constrói cada vez mais humanos, na busca do divino em nós!...
Paz Morais

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