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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

OBSERVADOR, OBSERVAÇÃO E OBSERVADO




Anteriormente, pareciam existir três posturas na situação de um observador: a pessoa, o objeto e o ato.

Separados, a pessoa se abstraía do todo para observar; o objeto se apresentava a distância, sob observação; a atitude afastava o observador.

Esses limites tornavam-se dificuldades para um compor­tamento unitário, concorde com as circunstâncias, afastando sempre o indivíduo dos acontecimentos e, de certo modo, isentando-o das responsabilidades.

As complexidades do destino, da sorte, do berço e outras preponderavam como mecanismos de justificação do êxito ou do fracasso de cada um.

O homem se apresentava, então, dissociado da vida, afas­tado do universo, fora das ocorrências, como um ser à parte dos fatos.

A pouco e pouco, ele se deu conta de que a unidade se encontra presente no conjunto, que por sua vez se faz unitá­rio, assim como a onda é o mar, embora o mar não seja a onda.

Permanecem, em tal postura, os critérios da individuali­dade pessoal, não obstante a sua integração no todo.

O olho que observa é, ao mesmo tempo, o olho observa­do, responsável pela observação.

A criatura já não se isola da harmonia geral ou do coleti­vo, a fim de observar, sem que, por sua vez, não seja observa­da.

A observação faz parte da vida que, de igual modo, de­pende do indivíduo observador.

Na inteireza da unidade, todos os agentes que a constitu­em são portadores do mesmo grau de responsabilidade, a be­nefício do conjunto. Não há como transferir-se para outrem a tarefa que lhe diz respeito.

O excesso de esforço em um, enfraquece-o, a favor, nega­tivo, da ociosidade de outro, que se debilita por falta de mo­vimentação.

Tal compreensão do mecanismo existencial deflui de uma capacidade maior de amadurecimento psicológico do homem, que já não se compadece da própria fraqueza, porém busca fortalecer-se; tampouco se considera inferior em relação aos demais, por saber-se detentor de energias equivalentes.

O seu é o mesmo campo de luta, no qual todos se encon­tram com idênticas responsabilidades, evitando marginalizar-se. Se o faz, tem consciência que está conspirando contra o equilíbrio geral e que ficará a sós, desde que o todo se refará mesmo sem ele, criando e assumindo nova forma.

Mergulhado na harmonia geral, o homem deve contribuir conscientemente para mantê-la, observando-a e com ela se identificando, observado e em sintonia, diante do conjunto que também o envolve no ato de observar.

O HOMEM INTEGRAL - DIVALDO PEREIRA FRANCO - DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÂNGELIS

Um comentário:

  1. Mergulhado na harmonia geral, o homem deve contribuir conscientemente para mantê-la, observando-a e com ela se identificando, observado e em sintonia, diante do conjunto que tbm o envolve no ato de observar!

    Joanna de Angelis, é sempre sábia e profunda em suas lindas mensagem do além tumulo!

    ISSO É LINDO!

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