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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A VOZ DA ALMA


O convite que Jesus nos fez, faz quase dois milênios, e continua a nos fazer até os dias atuais, para que despertemos para a espiritualidade, nossa realidade última, e a partir da qual e para a qual devemos nos encaminhar na vida, a despeito de todas as fugas, de nos anestesiarmos no gozo efêmero dos sentidos, das evasivas, dos desculpismos, mesmo das revoltas, continua a ecoar em nosso íntimo...
Nossa alma sabe de coisas que nos negamos a perceber... Precisamos ouvi-la!...
Fecharmo-nos aos convites ilusionistas dos sentidos e abrirmos nossas percepções aos portais espirituais, à alma...
Construir vida interior envolve, necessariamente, aprender a ouvir a alma, suas propostas, sua harmonia, seus desafios evolutivos, seus impulsos para o bem, seus convites à construção da felicidade real...
Aprendemos, no inebriamento dos convites da vida física, a nos dedicarmos à aos imperativos da saciedade de anseios, desejos, posses, de que realmente não necessitamos...
E seguimos, assim, em frenética busca por coisas e prazeres, sem obtermos a saciedade almejada e prometida...
Há sempre algo mais a buscar, novos objetivos de felicidade prometida a alcançar, para, uma vez atingidos, descortinarmos apenas miragens, ilusões e novas buscas...
Já é tempo de despertarmos!...
Nosso 'reino' também não é deste mundo, em que a realidade mais concreta envolve o efêmero, a dissolução, a decadência, a decrepitude...
Transcendemos, por nossa essência divina, a transitoriedade característica da dimensão material da vida... Portanto, necessitamos despertar para essa realidade que, sem sombra de dúvidas, transformará nossa forma de ver, sentir e nos colocarmos no mundo...
Ouçamos a voz da alma!...
Ela nos falará de dimensões de beleza, poesia, estesia, paz, ventura e felicidade que não conseguimos sequer imaginar... Desvendar-nos-á mistérios, nos descortinará possibilidades venturosas, nos ensejará desafios evolutivos a serem superados...
O convite de Mestre amoroso continua a ecoar em nossas almas!... Quando será que nos disporemos a ouvir!?

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